Um reverendo católico de Rhode Island, nos EUA, que na semana passada baniu 44 políticos norte-americanos da sua paróquia por terem votado a favor da lei do aborto, afirmou na terça-feira que a pedofilia não matava, ao contrário do aborto, avançou o The Guardian.

As palavras e decisões do padre caíram muito mal, e geraram uma forte onda de reações dos políticos afetados e não só.

O senador democrático do Estado, Adam Satchell, disse à estação televisiva local que está preocupado com o pedido para ser padrinho do seu sobrinho. “A minha mulher estava entusiasmada. Ia ser o seu primeiro afilhado, e agora não podemos”, lamentou

Julie Casimiro, que também faz parte dos 44 nomes, disse, em declarações à CBS, que “a igreja católica precisa de olhar para si própria” para perceber o porquê de “estarem a fechar igrejas e a perder crentes”.

Já Carol Hagan McEntee, representante do partido Democrata em Rhode Island, criticou o padre, classificando os comentários deste como “absurdos e preocupantes”.