O “inferno” está a chegar à Europa. Temperaturas extremas podem ser mortais

São vários os países da Europa que irão bater recordes de temperaturas máximas. Pelo menos três pessoas já perderam a vida em França devido a um choque térmico.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a combinação de vários fatores, como a duração, que pode chegar aos seis dias; as altas temperaturas e a altura do ano em que acontece, faz com que esta seja uma onda de calor como nunca aconteceu anteriormente no mês de junho.

Isto deve-se a uma massa de ar muito quente e seca proveniente de África, que combinada com pó faz aumentar a sensação térmica – a chamada “bolha do Saara”.

Portugal escapa ao fenómeno graças a uma depressão proveniente do Atlântico, com chuva e temperaturas amenas, mas em vários países no centro do continente europeu as temperaturas já excederam os 40 graus Celsius esta quarta-feira.

A Organização Meteorológica Mundial alerta que o pico da onda de calor sentido esta quinta-feira poderá ser mortal.

Em França, pelo menos três pessoas – uma mulher de 62 anos e dois homens de 70 e 75 anos – perderam a vida esta quarta-feira em praias no sul do país, vítimas de paragem cardíaca provocada por choque térmico ao entrar na água fria do mar.

Também em dez províncias de Espanha já foi decretado alerta laranja, mas prevê-se que o nível de alerta possa elevar-se este fim de semana a vermelho, o nível máximo, em Madrid e nos vales dos rios Ebro, Tejo, Guadiana e Guadalquivir.

A maior parte do país vai ter temperaturas entre 5 e 10 graus acima do normal e em alguns pontos do país chegarão mesmo a atingir 15 graus acima do habitual para esta época do ano.

“O inferno está a chegar”, descreveu a meteorologista do canal espanhol RTVE Silvia Laplana.

Em Itália antecipa-se “a onda de calor mais intensa da década” e os hospitais estão a reforçar meios para lidar com uma maior afluência às urgências.

As temperaturas vão bater recordes também na Alemanha, com Berlim, Frankfurt e Hamburgp especialmente alertas. Aqui teme-se que bombas da Segunda Guerra Mundial por explodir, enterradas em parte incerta, possam ser detonadas devido ao calor.

Em todos estes países, o ricos de incêndio é muito maior. As temperaturas máximas extremadas também poderão provar danos e fendas no alcatrão das estradas e danificar as estruturas das linhas ferroviárias, o que pode originar descarrilamentos e outro tipo de acidentes.

Com isto, as autoridades recomendam à população que permaneça em casa nas horas de maior calor, nomeadamente das 11 horas da manhã às 3 horas da tarde. Também recomendam que as pessoas permaneçam à sombra enquanto se encontram na rua, o uso de protetor solar, óculos de sol e chapéu, a ingestão regular de líquidos e uma especial atenção com os indivíduos mais vulneráveis – crianças, idosos e pessoas que sofrem de doenças imunitárias -, bem como os animais de estimação.




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