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Pai com a filha em risco de vida no Hospital faz agradecimento comovente à PSP

A Polícia de Segurança Pública partilhou nas redes sociais um testemunho comovente partilhado por Vítor Martins Romão, um pai que viveu verdadeiros momentos de aflição, mas que, felizmente, encontrou um agente da PSP pelo caminho que o ajudou. 

“Antes de mais, a minha guerreira continua a lutar de forma brava. 24h depois da cirurgia.
Ontem, quando estava a regressar a Lisboa, vindo de uma rápida ida a Grândola, recebi uma chamada da Renata, aflitíssima, porque lhe tinham ligado do Hospital de Santa Maria a solicitar presença urgentíssima de um de nós.

Faltava assinar o termo de consentimento, para o procedimento anestésico da Margarida, e ela encontrava-se no bloco operatório em espera, para a tão urgente e vital cirurgia.

Escusado será dizer que, após ligar os 4 piscas, a minha condução passou para o modo WRC, na versão Pai Aflito.

Tenho esperança, de não ter colocado em perigo os condutores que apanhei, mas talvez ???? tenha feito por queimar pontos para 2 cartas de condução.

Algures na cidade, quando olhei pelo retrovisor, tinha uma moto da PSP a mandar encostar.
Assim fiz.

O agente dirigiu-se e após continência, pediu-me os documentos e perguntou o porquê da marcha de urgência e do tipo de condução.

Ao que respondi, que tinha uma filha à espera num bloco operatório de Sta. Maria, e que ele tinha 2 opções: ou me prendia já, ou eu ia seguir e na mesma condução.

Obviamente, não estava o mais sereno, e as lágrimas correram-me, num misto de aflição e nervoso.
Calmo. Sem sequer tirar o capacete, nem pegar na carteira dos documentos, que lhe estava a dar, apenas me disse: “respire fundo, acalme-se o que lhe seja possível e siga-me”.

Saiu em direcção à mota e escoltou-me até Santa Maria.

Em frente ao portão principal, voltou a fazer continência e seguiu.

Fiquei sem palavras.

Nem nome, nem cara, sequer.

Apenas o senhor polícia da mota.

Talvez fosse isso mesmo que ele quis dizer. Ele foi apenas a Polícia. Foi apenas a instituição que representa. E eu e a minha filha, os cidadãos que ele jurou defender.

E existem muitas formas de defender.

Algumas nem vêm nos cânones, outras vêm nos cânones e são humanamente infringidas.

Obrigado senhor polícia, em nome, da minha família, do meu País, que tanto precisa. Jamais o esqueceremos.

Nota: numa sociedade que nunca será perfeita, mas que devemos sempre lutar para que seja, prefiro tolerar uma falha dos bons a ajudar os bons, do que penalizar uma falha dos bons a lutar contra os maus.

É só.”

O testemunho já se tornou viral na página oficial de Facebook da Polícia de Segurança Pública, tendo já recebido mais de seis mil partilhas.

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