Katrina Cunnane, 34, foi diagnosticada com cancro cervical depois dos médicos lhe deram uma pílula anticoncecional para regular o que eles acreditavam ser um desequilíbrio hormonal.

A gerente de negócios que mora em Brisbane, no Reino Unido, sentiu pela primeira vez o sangue a escorrer quando conduzia no seu carro, dois dias antes do Natal de 2018.

Tendo acabado de interromper a pílula, Katrina, que tinha 32 anos na altura, pensou que era apenas sangramento menstrual normal.

Quando o sangramento recomeçou com intensidade e acompanhando de dor lombar apenas algumas semanas mais tarde, a jovem decidiu ir ao médico que a encaminhou para um teste de Papanicolaou – que detetou uma massa de células anormais.

“Todos sabíamos que eu tinha um cancro, mas ninguém queria dizê-lo em voz alta”, disse Cunnane.

Os médicos então perceberam que Katrina tinha um tumor que se estendia por toda a largura do colo do útero e estava bem dentro da cavidade do útero. O crescimento foi considerado demasiado grande para ser removido.

Katrina foi então informada de que o dano em seu colo do útero era tão grande que ela nunca poderia ter um filho – o que a deixou destroçada. “Eu fiquei inconsolável. Ser mãe é tudo o que sempre quis”, disse ela.

Meses após o diagnóstico, ela começou o tratamento – que envolveu seis sessões de quimioterapia, 28 sessões de radiação e três dias de braquiterapia, uma forma de radioterapia em que material radioativo é inserido no corpo para destruir as células cancerosas.

O seu corpo respondeu bem e os médicos garantiram que tinha uma “taxa de sobrevivência de 80 por cento” associada ao tratamento bem-sucedido.

Mas, apesar de sua confiança, em março deste ano, um exame de rotina revelou que o cancro tinha-se espalhado profundamente no seu tecido pélvico e nódulos linfáticos. Desta vez, os médicos disseram que não tinham outra opção a não ser a quimioterapia paliativa – o termo médico para “cuidados de fim de vida” para pacientes com cancro terminal.

Ela disse: “Só me lembro de ficar dormente e começar a tremer. “O médico teve que escrever tudo para porque eu não conseguia processar o que estava a ouvir.”

Katrina também teve de 12 a 24 meses de vida – o que partiu o coração dela e de sua família, diz agora que tenta aproveitar todos os dias ao máximo e que valoriza cada momento com os seus amigos.

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