Sequestrada, violada e queimada, esta é a triste história da jovem Chaima Sadou, de 19 anos, cujo corpo carbonizado foi encontrado a 2 de outubro num posto de gasolina abandonado em Thenia, cidade localizada a cerca de 60 quilómetros a leste da capital argelina.

O assassino, identificado como Rayan, era um jovem que já tinha estado presente às autoridades após uma denúncia apresentada pela família da vítima contra ele em 2016.

Desta vez, o assassino apresentou-se às autoridades locais “para informar que o seu amigo tinha sido queimado num posto de gasolina abandonado”.

Segundo relato do culpado, os fatos datam de 1º de outubro, por volta das 15h. As autoridades relatam que o criminoso disse que ficou com a vítima apenas sete minutos antes que ela lhe pedisse para trazer comida porque estava com fome. Uma vez a uma distância de cinco metros de onde ele a deixou, começou a ver a fumaça daquele local.

“Uma investigação foi iniciada imediatamente e o corpo da vítima foi examinado. Foram encontrados vários hematomas, bem como grandes feridas na parte de trás do crânio e na parte superior da coxa esquerda”, revelaram as autoridades. o promotor.

Após comparecer perante o procurador-geral, o assassino acabou por confessar que atraiu a vítima para o local abandonado, onde a violou, espancou e queimou depois de regá-la com gasolina.

Segundo as autoridades, no local do crime foram encontradas pílulas abortivas e uma lata de gasolina. A imprensa local avança que o crime poderá ter sido perpetuado para esconder os abusos sexuais anteriores que deixaram a vítima grávida. A jovem terá sido esfaqueada antes de ser queimada viva.

Os familiares da vítima partilharam um vídeo da trágica história onde pedem a pena de morte para o suspeito que já tinha cumprido três anos de prisão por agressões sexuais à vítima.

O caso de Chaima tem gerado muita indignação no país e nas redes sociais. Muitos usam o caso de Chaima para alertar o governo para a necessidade de agir contra a questão da violência sexual de género no país pedindo mesmo o regresso da pena de morte à justiça da Argélia.

Na Argélia foi iniciado o movimento “I am Chaima” que já conta com muitos seguidores, com vários textos nas redes sociais e mobiliza pessoas às ruas para lutar contra a violência sexual.