Mulher não aguentou o desgosto.

Uma mãe matou-se apenas alguns meses depois de descobrir que o seu filho dançarino de balé se tinha enforcado em casa.

Helene Beauchamp disse a amigos que “não tinha nada para viver” após o suicídio do filho James, que atuava em West End.

A mãe de 46 anos entrou numa espiral descendente, enquanto ela lutava para lidar com a morte do adolescente e chegou mesmo a tentar suicidar-se no dia do funeral do filho.

Beauchamp foi internada num hospital psiquiátrico onde, segundo o médico legista, uma mulher aumentou a sua tristeza ao dizer de forma inadequada: “Você ainda é jovem, pode ter mais filhos”. Pensa-se que a mulher não fazia parte daquele hospital.

Um inquérito em Winchester soube que a mãe divorciada e o filho viviam juntos na casa da família em Tring, Herts, e foi lá que o encontrou enforcado a 5 de dezembro de 2018.

A mãe partilhava com frequência tweets sobre o filho, que era dançarino de balé esteve no clássico The Nutcracker em dezembro de 2015 no Her Majesty’s Theatre, na West End de Londres.

A mulher encontrava-se em Andover quando decidiu tomar uma overdose antes de ir a um médico, onde acabou por desmaiar. Foi rapidamente levada para o Hospital Basingstoke, onde perdeu a vida cinco dias depois.

Beauchamp trabalhava na indústria da produção de conteúdos televisivos há 20 anos e era apaixonada por comida, balé e viagens.

A mulher tinha trabalhado recentemente para a Sky, mas também esteve envolvida como produtora em inúmeras produções televisivas, incluindo “Birds of a Feather” e “Goodnight Sweetheart”.

Acabou por despertar a preocupação dos seus colegas quando revelou que queria ser enterrada no mesmo dia do funeral do filho, porque não tinha “razões para viver, a sua vida era ela e o seu filho”.

A legista Samantha Marsh questionou o médico sobre os comentários “inapropriados” feitos a Beauchamp, como “você ainda é jovem, ainda pode ter mais filhos “e” o plano de Deus era levar o seu filho” que tinham sido completamente inapropriados, e não a ajudaram a sentir-se melhor”.

O Dr. Langford respondeu-lhe que “Estes são comentários repugnantes. A mulher não era membro da minha equipa, eu teria sido mais direto com ela. Obviamente, foram comentários muito inapropriados”.

Na conclusão da investigação, o médico legista disse: “A história de Hélène começou no dia 5 de dezembro de 2018 – antes disso, não havia problemas reais de saúde mental – mas nessa data, Hélène regressou a casa e encontrou o filho enforcado, toda a experiência foi naturalmente dolorosa, traumática e completamente avassaladora, o único objetivo da sua vida era ser a mãe de James e ele desapareceu”

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