Mãe é contra transfusão de sangue que pode salvar vida a bebé, por ser Testemunha de Jeová

Na origem da polémica que envolve um bebé recém-nascido estão questões religiosas.

Motivada por questões religiosas, devido ao facto de ser Testemunha de Jeová, uma mãe é contra uma transfusão de sangue que pode salvar o seu filho recém-nascido, com apenas três semanas. No entanto, um tribunal britânico decidiu que a criança irá receber a transfusão de sangue, mesmo contra os ideais da mãe.

Dada o estado clínico da criança de três semanas, o Conselho de Saúde da Universidade de Cardiff e Vale tinha pedido autorização ao tribunal para prosseguir com o tratamento médico, escreve a estação televisiva BBC. Depois dos médicos declararem ao tribunal que o recém-nascido corria risco de vida, este decidiu a favor dos mesmos.

Os Testemunhas de Jeová são contra qualquer tratamento que envolva a utilização de sangue.

A religião diz que “tanto o Velho como o Novo Testamento mandam-nos, de forma clara, abster do sangue”. Numa das passagens bíblicas vem até escrito: “Deus olha para o sangue como representação da vida. Por isso, evitamos receber sangue não apenas por obediência a Deus, mas também por respeito a Ele enquanto dador de vida”.

De acordo com o juiz, as provas que o bebé precisava de uma transfusão de sangue urgente para sobreviver eram mais do que suficientes. A administração do Hospital Universitário Local de Cardif, no País de Gales, onde está integrado o Conselho de Saúde da Universidade de Cardiff e Vale, fez o pedido ao tribunal com máxima urgência.

Sabe-se que a decisão do juiz foi tomada à porta fechada, há cerca de uma semana, e desconhece-se a identidade do bebé.




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