Com apenas 31 anos e um filho de seis anos que amava, Kelly Smith tinha tudo para continuar a viver.

Contudo, a esteticista “vivaz”, que sofria de um cancro no intestino, viu o seu futuro a ser roubado quando a pandemia chegou, e forçou-a a adiar os tratamentos.

Os médicos disseram-lhe em março que a sua quimioterapia estava a ser interrompida por três meses. O cancro aproveitou a pausa e espalhou-se rapidamente, acabando por provocar a morta da jovem mãe a 13 de junho.

Esta jovem mãe é apenas uma entre milhares de pacientes com cancro abandonados pelo NHS (Serviço Nacional de Saúde britânico), quando a crise do coronavírus chegou.

Os hospitais desesperados para limpar as camas para os pacientes da Covid-19 cancelaram praticamente todos os procedimentos, incluindo exames vitais e operações, quando o país fechou em 23 de março.

Kelly Smith ficou devastada quando a quimioterapia foi interrompida contra a sua vontade, temendo que lhe estavam a roubar tempo com o filho Finn, de seis anos.

Craig Russell, o pai da vítima, disse: “Apesar de existir o risco de apanhar Covid-19, era um risco potencial, comparado com a quimioterapia, sem a qual ela ia definitivamente morrer.”

“Não é justo. Roubaram-lhe talvez seis meses, 12 meses, 18 meses de vida que ela poderia ter passado com o filho”. lamentou ainda o pai da jovem.