Joana Amaral Dias abriu o coração numa conversa no programa da Cristina Ferreira onde o tema foi a morte do seu pai, Carlos Amaral Dias.

Faz hoje dez dias desde a morte de Carlos Amaral Dias, e a sua filha, Joana Amaral Dias, esteve hoje no programa das manhãs da SIC onde falou abertamente com a apresentadora Cristina Ferreira.

A psicóloga falou sobre vários detalhes da morte do pai, que tem feito correr muita tinta na imprensa nacional, devido às sucessivas falhas no seu socorro.

“É muito triste. Para nós têm sido dias muito complicados. Ainda ontem um senhor na rua me disse: ‘Queria dar-lhe os parabéns por ter adotado um menino e os pêsames por ter perdido o seu pai’ (…) Acabou por sintetizar exatamente aquilo que estamos a passar. Ainda por cima é uma data festiva e ao mesmo tempo também estamos tão contentes porque temos um sobrinho novo na família, mais o Dinis” começa por dizer Joana.

Joana relembrou ainda que o AVC que o progenitor sofreu em 2012 o deixou com sequelas, sobretudo físicas, que limitavam a sua agilidade e independência.

“Era uma pessoa ativa, brincalhona, super trabalhadora. Depois viu-se com essas limitações físicas, o lado direito quase paralisado, sem conseguir vestir-se e tomar banho sozinho. Foi uma talhada enorme na sua autonomia, que para uma pessoa com essas características é tremendo”, lembrou.

“Foi notável. Para mim foi uma lição de humildade. Agradeço-lhe por isso. Acho que a última grande aula do professor catedrático foi essa”.

Joana Amaral Dias recorda que o pai se sentiu mal e que a auxiliar que o acompanhava em casa alertou o INEM pelas 9:09 horas. Contudo, apesar de morar no centro de Lisboa, Carlos Dias chegou apenas ao Hospital de São José duas horas depois, tendo morrido durante esse período de tempo. 

“Todas as pessoas têm direito a uma morte digna. E se ela tinha muitas patologias associadas não justifica, em circunstância nenhuma (…), não ter a resposta na emergência médica pré-hospitalar que merece”.