Homem foi sujeito a trabalhar cerca de 11 horas seguidas com calor extremo. Notícia está a chocar Espanha.

Eleazar Blandón Herrera era um trabalhador sazonal como outros tantos na região de Múrcia, em Espanha. No entanto, foi sujeito a condições de trabalho extremas e acabou por perder a vida vítima de um golpe de calor.

A família do homem de 42 anos revela que o mesmo foi transportado de carrinha e abandonado à porta de um centro de saúde em Lorca, outro município de Espanha, e denuncia as condições extremas de trabalho ao qual foi sujeito.

O homem trabalhava numa plantação de melancia, desde as 5 da manhã, durante cerca de 11 horas por dia, sujeito a temperaturas que, muitas vezes, ultrapassavam os 40 graus Celsius, sem que lhe fosse dada a oportunidade de beber água para se hidratar.

Segundo a família, que falou com alguns colegas de trabalho de Eleazar, os responsáveis pela plantação de melancia não o ajudaram quando este começou a sentir uma indisposição, não chamaram os meios de socorro de imediato e demoraram a socorrê-lo.

Ana, a irmã de Herrera, relata ao El País o desespero que ouviu pela voz do irmão numa chamada que tinha recebido: “Um dia ele ligou-me a chorar: ‘Aqui eles te humilham’, disse ele. ‘Eles me chamam de burro, gritam comigo, dizem que sou lento. Eles atiram pó na nossa cara quando estamos agachados'”.

De acordo com a mesma fonte, o empresário e responsável pela plantação foi detido e não se quis pronunciar sobre o caso.

O falecido trabalhador chegou a Bilbau em outubro de 2019. Para trás deixou a mulher, Karen, grávida de cinco meses e quatro filhos na Nicarágua.

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