Um ataque surreal – é assim que a imprensa francesa destaca o que se passou na esquadra de Champigny-sur-Marne, em Val-de-Marne, París, na passado noite de 10 para 11 de outubro.

A esquadra foi alvo de dezenas de pessoas furiosas que estavam armados com morteiros que usaram para lançar fogo de artifício, barras de ferro entre outros objetos, usados para danificar o edifício.

De acordo com o quartel-general da polícia de Paris, “nenhum agente ficou ferido” durante o ataque, sendo que os funcionários presentes na entrada tiveram tempo para se abrigarem no interior. De acordo com o Europe 1, a porta da frente deste último foi alvo de actos de vandalismo.

Ainda de acordo com a rádio, vários veículos foram apreendidos durante as investigações. Além dos carros, também foram danificados outros materiais como caixotes de lixo.

Testemunhando o seu apoio às vítimas policiais “destes atos intoleráveis”, o PP assegura ainda que estão a decorrer investigações para identificar os autores da agressão.

À CNews, o presidente da câmara daquela cidade, Laurent Jeanne (membro do Libres!, Do partido de Valérie Pécresse) falou de um ataque “organizado” resultante de um “desejo de lutar com a polícia, para destabilizar”. O vereador ainda lamentou que o trabalho em andamento para aliviar as tensões com os moradores do bairro tenha sido prejudicado.

Nas redes sociais, os sindicatos de policiais condenaram a cena por unanimidade, alguns usando os termos do “primeiro agente da França”, Gérald Darmanin, que costuma citar a sociedade “selvagem” francesa.

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