Pedro Chagas Freitas revoltado com caso Matilde: “É um nojo ter de ser uma recolha de fundos a salvar uma vida…”

O caso da bebé Matilde, a bebé de dois meses que sofre de Atrofia Muscular Espinhal, está a comover o país. O tratamento que pode ser a sua salvação custa cerca de 1,8 milhões de euros só existe nos Estados Unidos.

O escritor Pedro Chagas Freitas não ficou indiferente à história e mostrou-se indignado por “ter de ser uma recolha de fundos a encontrar a verba necessária para salvar uma vida”.

Numa publicação feita na sua página pessoal do Facebook, o escritor defende que deveria “ser o Estado a assumir esse encargo”, “custe o que custar”.

Revoltado, ainda afirma que se não fosse uma vida em causa mas sim um banco “já estava tudo resolvido”.

Leia a publicação do escritor na integra:

“SÓ PARA ALGUMAS MENTES ILUMINADAS ENTENDEREM: disse, e reafirmo, que é um nojo ter de ser uma recolha de fundos a encontrar a verba necessária para salvar uma vida.

Disse, e reafirmo, que tem de ser o Estado a assumir esse encargo — se não pode, por motivos legais, ser feito cá (é essa a narrativa que serve para demagogicamente alguns sentirem menos peso na consciência), que seja o Estado a custear a deslocação até onde for preciso, custe o que custar. Para o outro lado do mundo se necessário. Para outro planeta se necessário. Para o topo do Everest se assim tiver de ser. Contornando o que tiver de ser contornado.

Porque é uma vida, e não um banco, que está em jogo. Porque, se fosse um banco, já estava tudo resolvido. Num instante. Por debaixo do pano. Sem complicações. Sem ondas. E é isto. É isto que é uma pulhice. Uma sacanice. Uma sem-vergonhice. Está dito outra vez. Siga.”

Atrofia Muscular Espinhal é uma patologia paralisante que se manifesta durante os primeiros meses de vida e que se desenvolve rapidamente.




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