Doente terminal sem sinais de cancro há 80 dias graças a técnica inovadora no Porto

Doente do Instituto Português de Oncologia no Porto foi sujeito a terapia inovadora para combater tumores malignos no sangue.

O tratamento com células CAR-T começou há cerca de cinco meses no nosso país e, até ao momento da publicação deste artigo, conta com dois doentes terminais que permanecem sem sinais da doença, um dos quais há 80 dias. Uma terceira paciente acabou por falecer devido a uma inflamação no cérebro. Outras cinco pessoas aguardam a terapia.

O recurso à terapia genética de células CAR-T é aplicada nos casos de cancro do sangue, em que se incluem os linfomas e as leucemias, quando a quimioterapia ou o transplante de medula óssea são ineficazes no controlo da doença oncológica.

Duas unidades públicas estão credenciadas: o Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto e o IPO de Lisboa. No Porto, além dos três doentes já submetidos ao tratamento, há mais dois à espera. Em Lisboa, há também um paciente a aguardar a medicação e dois em que está a ser analisada a viabilidade terapêutica.

A terapia resulta da retirada ao doente de linfócitos T – células que defendem o corpo de elementos desconhecidos, como as células cancerosas. Em laboratório, estas células são modificadas para se tornarem mais eficazes a combater o cancro. Posteriormente, são administradas ao paciente.

Cerca de 400 mil euros é o custo do tratamento com células CAR-T por paciente. O Infarmed autorizou a medicação de dois laboratórios: a farmacêutica norte-americana Gilead e a suíça Novartis.




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