“Deixei um familiar doente” Bombeiro deixa mensagem indignada a surfista (não) desaparecido

Um praticante de bodyboard, de 37 anos, havia desaparecido no mar na Costa da Caparica, no concelho de Almada. a 6 de janeiro.

Vários meios foram mobilizados para levar a cavo as operações de busca, quer por terra, quer por mar, no entanto, ninguém conseguiu encontrar ou entrar em contacto com Carlos Reis.

No entanto, depois de 10 dias do desaparecimento, o homem de 37 anos regressou a casa como se nada tivesse acontecido e sem dar uma explicação para o seu desaparecimento.

Henrique Pereira, bombeiro da corporação de Cacilhas que esteve envolvido nas operações de busca e resgate, não concordou nada com a atitude deste homem.

O mesmo publicou um longo texto publicado na sua página de Facebook, o bombeiro fez um agradecimento irónico a Carlos Reis, pelo facto de nas “primeiras quarenta e oito horas não ter ido à cama”, pois não só se encontrava a cumprir o seu horário de trabalho normal durante a noite, como durante o dia fez questão de continuar a participar nas buscas pelo homem.

“Meu caro era só para lhe agradecer por ter abdicado de parte das minhas folgas para ir procurar sua excelência; mais grave: por ter deixado em casa um familiar doente e a necessitar da minha ajuda para ir procurar sua excelência”, lê-se na publicação que conta com mais de 300 partilhas.

O guerreiro da paz frisa ainda que foram “desviados, durante dias, meios e pessoas onde possivelmente fizeram falta noutros locais” para encontrar o homem que “a dada altura da sua vida se lembrou de brincar com quem se preocupa com os outros”.

“Mas sua excelência está-se bem marimbando para elas”, atira o bombeiro, afirmando ainda que quem conhece o praticante de bodyboard logo avisou na praia que ele iria acabar por aparecer.

“Sua excelência, senhor surfista que foi a banhos para outros lençóis, desculpem, águas, espero que seja muito feliz na sua vida, mas que tenha uma felicidade equivalente ao ato por si praticado, para não falar na despesa que a todos nós causou”, termina Henrique Pereira.

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