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Carta aberta a um covarde que abandonou em campo de batalha o seu “melhor amigo”

“Se és tão valente, meu grande covarde, porque fugiste da arena?

Na Praça de Coruche: as imagens falam por si. O cavalo caído no chão, o touro a investir sobre ele e o covarde do toureiro em fuga abandonando o seu companheiro de lide à sua sorte.

Mais tarde o cavalo foi cruelmente abatido dado o estado miserável que as corneadas do touro o prostrou. O “valente” toureiro da dita “festa brava” de seu nome João Moura Jr. que se apresenta ao público com vestes de nobre, empunha uma farpa com muita cagança, para depois, cravar o ferro no musculoso pescoço do touro ao som de “olés” de uma multidão de alienados a compasso de “pasodobles”.

Este covarde soma ainda no seu currículo outras tropelias infligidas aos seus animais: foram publicadas imagens a atiçar a sua matilha de Alanos espanhol a uma vaca, sujeitando à dor e humilhação o pobre animal das mordidas ferozes dos seus cães… Também devido à fadiga extrema que sujeitou o cavalo (Belmontim) este morreu de AVC… E agora mais esta crueldade ao expor o cavalo “Xeque-Mate” à fúria do nobre touro, faltando ao toureiro a bravura que só o touro demonstrou ter, para defender o seu companheiro, abandonando-o no campo de batalha na agonia da sua morte.

Não existem adjectivos para qualificar todos os que exploram, abusam e torturam os animais com a única finalidade de se entreterem. Não é de admirar que a paciência de muitos se vá transformando em raiva, raiva ao ponto de desejarmos a morte de todos os que abusam de animais…

Esta figura sinistra do toureio já atingiu o limite… Esta suposta “cultura”, chama-se tortura, mas continua a ser obscenamente apoiada pela legislação portuguesa com “direito” a ser exibida a todos os portugueses através do canal público de televisão, até quando?”

Texto de António Dias




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