Sinistro aconteceu na sequência de uma perseguição policial.

Um homem de 39 anos perdeu a vida quando se encontrava parado num semáforo junto ao Hospital de Santa Maria.

Ricardo Moutinho, arquiteto, foi abalroado por um condutor da Uber que se encontrava em fuga da polícia. O homem em fuga a alta velocidade não tinha carta de condução válida em Portugal.

Ricardo encontrava-se dentro do seu veículo quando foi abalroado juntamente com outro carro pelo condutor da Uber, numa altura em que os polícia já o tinham perdido de vista. No total envolveram-se três veículos no acidente.

A vítima mortal regressava do acompanhamento da derrocada do prédio na Avenida Elias Garcia, ao serviço da Junta de Freguesia das Avenidas Novas, como relata um amigo de Ricardo. O acidente provocou ainda outro ferido que recebeu tratamento hospitalar.

O suspeito, um homem de 49 anos, refugiou-se dentro do hospital de Santa Maria, e acabou por ser detido por um agente da PSP. Sabe-se ainda que o condutor apresentava uma taxa de álcool no sangue, embora fosse inferior a 0,5 g/l. O homem ficou em liberdade após o primeiro interrogatório que aconteceu na quinta-feira.

Rui Costa, membro da Assembleia Municipal de Lisboa, recorreu às redes sociais para deixar uma mensagem pública de consternação ao homem que já conhecia há vários anos.

“Foi com consternação que soube da morte do Ricardo Moutinho, consequência de um acidente de viação quando regressava do acompanhamento da derrocada do prédio na Avenida Elias Garcia, ao serviço da Junta de Freguesia das Avenidas Novas.”

O Ricardo, que conhecia há já muitos anos, foi um homem empenhado na sua arte, a Arquitectura e um incansável Cidadão e servidor da Cidade, ao serviço da qual veio a morrer. Bem hajas por tudo. À sua Família, aos seus amigos e aos eleitos e trabalhadores da Freguesia das Avenidas Novas expresso as minhas sentidas condolências.” pode ler-se.