Mãe e irmã do homem de 56 anos sempre acreditaram na sua inocência e choraram de felicidade quando foi libertado.

Após ter estado 37 anos preso, Robert DuBoise foi formalmente declarado inocente de um homicídio e violação, na passada segunda-feira, num tribunal de Hillsborough, na Florida. As suas acusações e a sentença de prisão perpétua foram anuladas, bem como o seu nome do registo estadual de agressores sexuais.

A inocência de Robert foi provada graças a vestígios de ADN. Tinha sido condenado num julgamento que assentou, em grande parte, no testemunho de um informador de uma cadeia e num exame a uma marca de dentada na vítima – que agora se provou ser negligente.

“Este tribunal errou durante 37 anos. Hoje, finalmente, acertou”, afirmou o juiz Christopher Nash, revela a imprensa britânica.

Hoje, com 56 anos de idade, Robert foi libertado da prisão a 27 de agosto. O homem encontrava-se a cumprir pena de prisão perpétua, após ter sido condenado em 1983 pelo homicídio de Barbara Grams – uma jovem de 19 anos de idade que foi raptada, abusada e espancada no regresso a casa, depois de ter saído do trabalho de um centro comercial em Tampa, na Florida.

Em agosto deste ano, uma advogada da organização Innocence Project e outra da Unidade de Revisão de Penas do Condado de Hillsborough falaram em tribunal e desmontaram as provas falsas que levaram à prisão de Duboise. Os especialistas forenses provaram que a marca na cara da vítima não era proveniente de uma dentada e que as declarações do informador não eram credíveis.

Teresa Hall, a advogada da Unidade de Revisão de Penas – entidade que se dedica a rever potenciais condenações erradas -, indicou ter revisto mais de 3.500 páginas do processo e que percebeu que muitas das provas físicas tinham sido destruídas.

Apesar disso, acrescentou que conseguiu ter acesso ao ‘kit’ de violação no gabinete dos exames médicos e forenses do condado e que processou, depois, o ADN, cujo resultado, uma semana depois, excluiu Robert.